| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | P. nigromaculata |
A mãe-de-taoca é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
Conhecida também como mãe-de-taoca-pintada.
Seu nome científico significa: do (grego) phlox = chama do fogo; e de -öps = com a face, face; e do (latim) niger = negro, preto; e maculata, macula = manchada, mancha. ⇒ (Ave) com a face em chamas e manchas pretas.
Mede de 17 a 18,5 centímetros e pesando 43 gramas. Ave de belo e complexo colorido, destacando-se um grande anel ocular vermelho em ambos os sexos. Cabeça, pescoço e partes inferiores negras. Partes superiores marrons, com grandes pintas em formato de gotas, na cor negra e ornadas de amarelo, em algumas ssp, podendo ser arredondadas e sem contorno em outras ssp. A cauda e asas em tons mais vermelhos.
Possui quatro subespécies reconhecidas:
“Seguidora profissional” de formigas-de-correição, sendo encontrada longe destas apenas eventualmente.
Um ninho ativo foi encontrado em novembro, período chuvoso, em uma floresta no sudoeste amazônico, construído no interior de uma cavidade de um tronco de 1 m de altura (Lima et al. (2019). A base do ninho tinha 13 cm de largura e ficava a 20 cm da entrada do tronco. O ninho tem um formato de cesto raso forrado com folhas secas de bambu (Guadua sp.) e poucos gravetos finos e continha dois ovos de coloração rosada com predominância de manchas lineares roxas (Lima et al. (2019). O ninhego recém-nascido tem olhos fechados, pele nua totalmente escura e comissuras labiais esbranquiçadas (Lima et al. (2019). Uma alta infestação por carrapatos (Amblyoma sp., A. nodosum e A. calcaratum) pode ser deduzida a partir do hábito de nidificação em cavidades próximas ao chão da floresta (Souza et al. 2023).
É relativamente comum, principalmente no sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, em algumas áreas ocorrendo também na várzea. Vive em pares ou em grupos familiares. Mesmo em grupos, os membros de um casal costumam andar próximos. Vão até o chão ou balançam folhas em busca de presas. O hábito de forragear próximo ao chão, na serapilheira, até o estrato limite de sub-bosque da floresta e seguir formigas de correição, torna esta espécie uma das mais infectadas por carrapatos (Amblyoma sp., A. nodosum e A. calcaratum), como revelaram Souza et al. 2023, em uma floresta no sudoeste da Amazônia brasileira.
Presente na Amazônia brasileira em toda a região ao sul do Rio Amazonas, estando ao norte apenas no Estado do Amapá. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.